Véspera de Natal – FAIL

Então…

Hoje é Véspera de Natal.

WTF? Pra que “Véspera de Natal”? Já não basta ter o Natal, ainda tem que ter Véspera de Natal?

Eu sei por qual motivo isso existe.

Sim, meus queridos amigos, essa data inútil existe para que os nossos parentes esquisitões e distantes (que, muitas vezes, nós nem conhecemos) venham para as nossas casas, comer de graça, fuçar as nossas vidas (e descobrir que nós somos todos uns fracassados).

“— Noooooooooooossa — diz uma mulher alemoa da batata, alta, encorpada como a Rebeca Gusmão, com uma peruca reluzente e dentes separados. — Como ela cresceeeeeeu! Eu ainda me lembro quando ela era apenas uma bolinha! Tá mais magrinha, né? — Sim, ela acabou de alegar que você era gorda.

Você dá um sorrisinho envergonhado, se esconde embaixo da saia da sua mãe, e discretamente pergunta:

Ô mãe, quem é essa daí?

— É a minha prima de quarto grau, a Greycy (já reparou que todo pobre quer ter nome americano?).

Hmmm. Então tá. Rere.

E claro, para que os nossos priminhos (quem não tem um primo pequeninho? tipo, todo mundo tem, poxa) derrubem as nossas casas e desorganizem as nossas estantes de livros, e de CD’s, que você passou meio dia arrumando (não sou só eu que faço isso… er).

É na Véspera de Natal que as tias gordas fazem a maionese, e a avó caolha faz o Chester/Fiesta (que é mais barato)/Peru (que é mais preto). Já pensou que para o delicioso jantar de Véspera de Natal, nós tiramos duas ou mais (dependendo do tamanho das tias gordas) vidas? Mas não estou aqui para torná-los vegetarianos.

Você me decepciona profundamente.

A questão é que as pessoas costumam me chamar de antissocial, pelo fato de que eu odeio essas comemorações em família, todo mundo junto, falando merda… E sempre tem aquele tio que se passa, bebe demais, se joga na caixa d’água (porque a gente é pobre e não sabe nem o que é piscina), te dá um beijo melequento na testa, e te envergonha, falando merdas sobre você…

[ironia mode on] Mas uma coisa que eu adoro, acho que é a melhor parte da festança, é a troca de presentes! [/ironia mode off]. Os presentes mais populares são: cueca, pano de prato, pano que não é de prato, pano pra por no chão do banheiro, pano pra secar a testa, pano pra passar no pé quando você mora em Maringá, a terra do pé vermelho,  ah, já falei de meias? Pois é.

E o amigo secreto! Ou amigo oculto, dependendo da região onde você mora, sei lá. Você gasta seu tempo (e dinheiro) pra comprar alguma coisinha legal, que o seu amigo secreto curta. E no final do dia, você descobre que o seu presente foi acidentalmente esquecido em casa, ou que acidentalmente não houve tempo para que o seu amigo secreto o comprasse, ou até pior, que o seu presente é uma caneca. Isso sim é tragédia. E você? Você fica com aquela famosa cara de paisagem, admirando a beleza dos seus sapatos…

Também é muito comum, você passar o resto da noite conversando com sua prima monoteta, mas ela até que é gente boa.

Caramba, eu daria o mundo pra poder ficar em casa hoje, lendo um livro, tomando um tang de morango, coçando a barriga…

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